GUIA PORTAL GPN: COMO IDENTIFICAR O COMPORTAMENTO DE UM ALICIADOR DE CRIANÇAS

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DA REDAÇÃO DO PORTAL GPN

O aliciamento (ou grooming) é um processo de preparação. O agressor não ataca de imediato; ele constrói uma relação de confiança e dependência com a criança e com os responsáveis. Fique atento aos sinais:

1. O Perfil do “Benfeitor Excessivo”

O aliciador costuma se infiltrar na rotina da família ou da escola como alguém “prestativo demais”.

  • Sinal de Alerta: Oferece presentes caros, paga contas da casa, oferece caronas constantes ou ajuda financeira sem motivo aparente. Ele quer criar uma dívida de gratidão para que a família se sinta impedida de desconfiar dele.

2. Busca pelo Isolamento

O agressor tenta criar momentos a sós com a criança, longe da vigilância de outros adultos.

  • Sinal de Alerta: Convites para “ajudar em tarefas”, passeios exclusivos ou atividades em horários alternativos. No ambiente escolar, o funcionário aliciador tenta atrair o aluno para salas vazias ou depósitos sob pretexto de “organização”.

3. Quebra de Barreiras de Intimidade

O aliciador testa os limites da criança gradualmente.

  • Sinal de Alerta: Conversas com teor sexual disfarçadas de “curiosidade”, compartilhamento de segredos que “os pais não podem saber” ou toques físicos que começam como brincadeiras, mas tornam-se invasivos.

4. Uso da Autoridade e Manipulação

Ele utiliza seu cargo ou posição na família para silenciar a vítima.

  • Sinal de Alerta: Frases como “eu sou o único que te entende”, “se você contar, sua família vai passar necessidade” ou “sou eu quem cuida de você”. No caso da avó inspetora, ela usava o controle da rotina escolar para facilitar o acesso de terceiros às netas.

O PAPEL DA ESCOLA E DA FAMÍLIA

  • Educação Sexual Preventiva: Ensine a criança, desde cedo, a nomear as partes do corpo e a entender que ninguém tem permissão para tocá-las “em segredo”.
  • Canais de Escuta: A escola deve ter protocolos claros para que alunos possam denunciar comportamentos estranhos de funcionários sem medo de represálias.
  • Vigilância com “Amigos da Família”: Desconfie de adultos que demonstram interesse excessivo na companhia de crianças sem a presença de outros responsáveis.

DENUNCIE SEMPRE

Se notar qualquer um desses comportamentos em um familiar, vizinho ou funcionário escolar, não espere a confirmação do abuso. A suspeita já é motivo para o afastamento e investigação.

  • DISQUE 100
  • CONSELHO TUTELAR DE MARÍLIA
  • POLÍCIA CIVIL (DPCA)

EDITORIAL GPN: O aliciador não tem cara de monstro; ele costuma ter cara de “bom moço” ou “avó dedicada”. A proteção da infância exige que sejamos vigilantes com as intenções por trás de cada “bondade” que envolve nossos filhos e netos.

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